2004-09-29

Algo vai mal no reino da Dinamarca...

...dizia Hamlet. Algo vai mal nas terras do tio Sam... digo eu.
Fui ver o Farenheit 9/11...
Como é que um povo tão evoluido - e acredito sinceramente que são o povo mais evoluido - se permite certo tipo disparates políticos e sociais? O filme destila todo o ódio que Michael Moore tem a Bush e consegue com alguma facilidade mostrar como este é um politico fraquinho, uma pessoa simploria (um pacóvio, vamos lá), e um líder mediocre. Kerry será pior e no entanto são os dois candidatos à presidencia americada. Acho um escandalo! O superbebé terá mais capacidade para governar os US of A pela idade dos 20 que estes dois senhores a lamberem a bonita idade dos 60's. E para isso bastará investir numa educação variada e regular, digamos... de linguas, de desporto, de espressão artística e musical, de cidadania básica e de respeito pela natureza e pelo próximo, e ainda de uma constante e apurada busca de conhecimento escrito.
Mesmo assim, o mais natural é que o Superbebénão se sinta preparado, e estes dois labregos aventam disparates (e são eles próprios figuras um bocado disparatadas) como se não houvesse amanhã.
Pronto... vá lá que o Bush é Republicano, logo, um bocadinho mais liberal que o outro. E que muito provevelmente deve ter uma dúzia de consultores mais ou menos esclarecidos... mas não arranjavam um candidato um bocadinho menos parecido com um símio?

Enfim...
Bom, o superbebé ficou com a superavó. Comeu e dormiu lindamente, o que me deixou muito satisfeito. Até muito recentemente sempre consegui ir ao cinema pelo menos uma vez por semana, mas a média é bem superior a isso. Nos ultimos 3 meses acabei por não ir uma única vez. É muita semana...
Faz-me falta o cinema... ajuda-me a descansar, e uso repetidamentea habilidade de ver fimles no meu dia a dia.Sim, porque ver um filme não é sentar o rabinho e ficar a ler palavrinhas. O olho atento procura os fins possíveis, goza as pequenas nuances que nos dão a conhecer, relembra aquela pequena imagem do início que parecia fora de contexto... Dá um jeitão ganhar uma certa pratica.
Porque a vida é um filme!

13 Comments:

At 5:15 da tarde, Blogger PortoCroft said...

Leiam, assinem e divulguem esta Petição em Graças a Deus Sou Ateu! sobre o Regresso de Marcelo Rebelo de Sousa.

 
At 2:48 da manhã, Blogger SupéeTia said...

Algo vai mal na alma do pai que diz "vá lá que o Bush é Republicano, logo, um bocadinho mais liberal que o outro". Ou o pai nunca leu um jornal na vida e não sabe que, nos US of A, "liberal" é um termo utilizado para designar membros ou simpatizantes do Partido Democrata ou qualquer pessoa com tendências políticas de esquerda (ou a direita moderada que os Americanos tanto gostam de chamar "esquerda" para se distinguirem do fanatismo religioso de "direita"). Mas não confie na minha palavra. Pode confirmar em http://www.webster-dictionary.org/definition/liberal no parágrafo que começa por:
In the United States, liberal is sometimes used as an antonym for Conservative
Logo, chamar o Bush de "liberal" é a mesma coisa que dizer que o Le Pen é "um gajo tolerante".
Quanto ao "Fahrenheit 9/11", apesar da posição sectária (pode também consultar o significado desta palavra em www.portoeditora.pt) do Michael Moore e de eu própria não ser grande fã do filme, por achá-lo demasiado manipulativo e por ter autênticos momentos de reality show, até agora, creio que nenhum advogado da Casa Branca processou o realizador, pois os factos mostrados são... verídicos (pelo menos a maioria). Quer se goste ou não do filme, não se pode ficar indiferente às imagens dos caixões a chegarem aos EUA, imagens essas que esse maroto liberal do Bush nunca deixou mostrar.
Quanto ao superbebé (a quem desejo a maior das sortes), se continuar a ser educado por pessoas que escrevem "espressão" (é com "x", caso não tenha percebido) e "lamberem a bonita idade dos 60" (uma linda analogia, sem dúvida) duvido muito que aos 20 anos consiga ser capaz de ser presidente da associação de estudantes do liceu, quanto mais de um país.
Aconselho-lhe realmente que vá mais ao cinema... bem precisa.
E evite filmes do Steven Seagal, verá que aprende umas coisas.

 
At 11:56 da tarde, Blogger Rodrigo said...

Finalmente algo vai bem no reino do Alma de Pai.
Mas não se iluda, o que vai bem é apenas os comentários.
Adorei este último comentário, é de uma critica mordaz impressionante, e o que tem de melhor é que diz a mais pura das verdades.
Uma verdadeira lição de bem escrever e de bem explanar bem o que quer dizer.
Confesso que senti um pouco de pena do super bebe, ele não merecia um pai assim, mas pode ser que com o tempo o alma de pai melhore....ou simplesmente acabe.
Você até nem escreve mal de todo (tirando erros de palmatoria)apenas não consegue expor as suas ideias com clareza e a certa altura esta aqui uma salgalhada total, já para não falar da sua mania de que é pseudo-intelectual, não basta parece-lo ha que se-lo, e voce de facto não o é e ao tentar ser torna-se ridiculo porque diz disparates a mais.
Por fim os meus agradecimentos à supee tia pela sua lição e ao dono deste blog aconselho a pesca, de preferencia sozinho para nao aborrecer ninguem.

 
At 12:03 da tarde, Blogger Nuno said...

Que maravilha. Bem me diverti com estes dois ultimos comentários.
De momento estou sem tempo para uma resposta mais alongada, mas não tardará.
Seja como for, assim de repente oferece-me dizer que só se fazem comentários inteligentes num qualquer blog, depois de o ler devidamente. Pode ser que assim não escapem informações importantes sem as quais podemos fazer figura parva num qualquer comentário.
Cara super-tia... eu tenho formação em economia e ciência politica... não me quer vir ensinar o que é ser liberal (em português) e conservador. Podia ter posto libertário só para si, mas obriguei-me à correção.

 
At 1:01 da manhã, Blogger Nuno said...

Vamos lá então...

Bom... voltei a ler o meu post(caso raro), e tive o cuidado de voltar a ler os peçonhentos comentários. Depois fui tentar saber um pouco mais acerca dos meus novos leitores (porque sou uma pessoa plural e interessada nas minhas visitas, ainda para mais as que se dão ao trabalho de me tentar purificar) mas não tive muita sorte - para meu inesperado prazer, nem a SupéeTia, nem o Rodrigo têm blogs identificados.
Ora lembrou-me logo um amigo conselheiro, que a dado momento da nossa vivência me disse: Nuno, nunca aceites conselhos de quem não ganhe 10 vezes mais que tu. O sacana lixou-me bem - raramente encontro alguem que consiga tal feito ao mesmo tempo que ele o consegue facilmente. E eu sempre liguei ao dinheiro... achei que nessas matérias devia ouvir quem sabe mais.
Esticando a minha lição para o caso presente, temi por uns instantes que tanto a SupéeTia como o Rodrigo tivessem publicados os ditos 10 blogs e que por isso mesmo me tivesse de vergar diante dos seus poderosos argumentos e apoucada retórica.
Não é o caso. Perdoem a soberba.

Mas vou um pouco mais fundo. Os comentários merecem uma análise mais apurada.

Primeiro o liberalismo.
Caramba... que pena tenho de discutir coisas tão importantes com gente menor. Mas que se lixe... pegue lá uma lição oferecida.
O liberalismo nasceu na europa, entre a Austria e o Reino Unido, pelo génio de F.A. Hayek. A sua obra é extensa e sobre ela assenta uma sólida base teórica que me agrada particularmente defender - pouco estado!
O termo permanece... com certeza já terá ouvido o líder do seu partido desconsiderar os perigosos neo-liberais. Pois bem... é sobre mim que ele está a falar, e se quiser... sobre o pobre Bush, que em teoria é um liberal. Na pratica não tem sido muito coerente, mas os tempos tambem não o permitem. Entre vê-lo respeitar os mais elementares principios do liberalismo, e vê-lo tentar defender o seu país puxando pelo musculo até prefiro a segunda.
Portanto, se calhar a SupéeTia devia tentar compensar o seu desconhecimento com um parzinho de livros sobre o assunto e uma boa dose de pudor.

Depois o filme.
A SupéeTia segue tentanto fazer uma crítica do filme. Fraquinho. No meio de todo o disparate retive algo interessante: "...não se pode ficar indiferente às imagens dos caixões a chegarem aos EUA...". É que até concordo... e foi provavelmente o móbil de todo o post. E até acho que fui claro nessa minha opinião.
No entanto ficou-lhe mal... quer criticar o que não percebe, vindo de quem não conhece, com um discursozinho áspero. Cabecinha simples a sua não?

Finalmente o Superbebé e os erros ortográficos
Que coisinha sem alegria... mofina... pobre!
A SupéeTia achará porventura que o Superbebé necessita, por um instante que seja, da sua pena, ou sequer da sua atenção? Tenha tino! Tenha decoro!
Vir dizer a um pai que teme pelo sucesso do filho dada a educação que se avizinha... e logo a este pai! Mas a senhora terá a mais pálida ideia do que deve ser um bom pai? Já se informou? Já leu os livrinhos? Já procurou os blogs? Já escreveu sobre o assunto para uma revista e foi sujeita ao critério dos interessados?
Não é isso? É a questão política? Mas a senhora sabe alguma coisa de política? Estudou o assunto? Já escreveu sobre ele e submeteu as suas opiniões ao crivo dos seus pares?
Não é isso? Serão os erros ortográficos ou as "analogias" (xiça, como é burra!)? Mas a senhora sabe o que é uma analogia? E já se perguntou se sabe ler? E sobre os erros, já se deu ao trabalho de olhar para o teclado antes de apontar falhas? Ou acha que a verdadeira crítica intelectual tem de ir ao pormenor?

Para sua informação... numa outra vida estive bastante envolvido NA associação, enquanto estudei no técnico. Não imagina como é fácil adivinhar na sua conversa o quão longe está de perceber a enormidade dessa tarefa.
O Superbebé já é presidente da associação se quiser. Da mesma forma que já está numa posição de chefia em relação aos seus filhos se quiser. Lute o que quiser. As coisas são como são.

O Rodrigo não me merece grande atenção. É um "me too" e fazem-me asco os "me too's".

Mas voltem sempre! Terei sempre uma palavrinha amiga para vos saudar. Ou uma bolachinha para irem roendo. Sempre ficam entretidos.

 
At 8:20 da tarde, Blogger Rui said...

se visse a super tia ah frente (com esse nick ateh dah pena), cuspia-lhe no focinho!
qto ao rodrigo, deve ser atrasado mental...odeio atrasados mentais!

 
At 7:12 da tarde, Blogger odeioputos said...

Uma Super Tia com ideais de esquerda, essa é nova.
Deve ser uma dessas gajas montadas num jipe, com a conta recheada, brincos para pendurar papagaios e depois anda para aí a fumar charros com o pessoal do bloco de esquerda. Odeio essas putas

 
At 7:07 da tarde, Anonymous Anónimo said...

O nível deste blogue está a subir!... nem os arrumadores do empreendedorismo (confessa, foste ao dicionário! ;) ) desciam tão baixo. É bom saber que "o Nuno" tem amigos que o apoiam na causa dos "me too's" que ele tanto criticou. Pipi, volta, estás perdoado!

 
At 7:09 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Bem isto já chegou a um nivel bastante baixo, além do mais ó Nuno isto cheira-me a tripla personalidade...digo eu, não sei se percebes o que eu quero dizer mas acho que percebes.
Vai mas é estudar para ver se consegues acabar de uma vez por todas o curso tento entao aí sim uma formação completa e não te chateies tanto com os comentários dos outros...muito embora alguns deles ganhem muito mais que tu, muito mais que dez vezes.
Ass. Moto Racing Boy

 
At 12:07 da manhã, Blogger Nuno said...

Caro Anónimo:

Você deve ser filho de gente parva... Eu até lhe explicava como descobri mas dá-me ideia que não está interessado.
Boa sorte!

 
At 4:19 da tarde, Blogger Vingador said...

Ó meus amigozzzzzz! Até estava a ser assíduo neste debate , mas isto está a degradar-se. Os comentários são de salutar quando bem construídos mas realmente isto vai de mal a pior! Vejo-me obrigado a concordar com a “Tia” no que diz respeito à diferença Republicanos e Liberais nos States isso não tem nada a ver u see!!! Mas compreendo o que querias dizer e até não seria grave se não te julgasses tão inteligente. Não sei se ganho 10 vezes mais que tu , nem tenho 10 blog’s porque felizmente tenho vida própria , mas já agora esclareço-te que inteligência não tem nada a ver com $$ , não sabia que Marx era rico ou mesmo Luís de Camões que morreu na miséria! Por vezes não é nada agradável lermos comentários que contrariam o que dizemos mas para isso é que eles servem , se não gostas que te contradigam então tira os comentários , assim não corres nenhum risco . E como só ouves conselhos de quem ganha mais que tu vou aqui citar o José Castelo Branco “não sejas ressabiado filho”.
Vou continuar assíduo a ver se sobe o nível !

 
At 2:23 da manhã, Blogger SupéeTia said...

Em primeiro lugar, folgo muito em saber que tem amigos (ou heterónimos, ou vizinhos de barraca, chame-lhe o que quiser) como o Rui e o Odeioputos, e que partilham o seu nível social e intelectual.
Tenho a certeza que os vossos jantares devem ser bem interessantes, podem dizer palavras giras como "caroucho" e "man" ou lá o que dizem no Casal Ventoso.
Confesso que tinha jurado nunca mais visitar este blog, apesar de ter desenvolvido o estranho hábito de o visitar regularmente, da mesma forma que leio as crónicas do Luís Delgado - eu rio-me da miséria alheia - ou pelos mesmos motivos mórbidos que fazem as pessoas olharem para os acidentes na auto-estrada e respirarem de alívio "ainda bem que não sou eu."
Por motivos profissionais, tenho de estar informada não só sobre as eleições americanas como o impacte que elas têm nos portugueses. O seu blog foi um entre centenas que consultei e a sua opinião foi uma das que me chamou a atenção e tive o cuidado de ler os seus posts anteriores. Não foi muito difícil traçar o seu perfil; a sua sede pelo enriquecimento e deslumbramento por um estrato social onde não pertence denunciaram-no. Classe média-baixa, escola pública, provavelmente dum qualquer subúrbio de Lisboa e, por amizades ou por interesses, quis saber como vive "a outra metade" e adoptou por uma atitude desprezível em que nada mais faz do que renegar os seus semelhantes. Até aí, tudo bem, como alguém disse, "os meus ideais de esquerda" não me permitem desprezar as classes inferiores.
Vou escrever pela última vez no seu blog porque li a sua resposta e vi que toquei num botão que fez saltar todo esse ressabiamento cá para fora. Infelizmente, foi só mesmo o ressabiamento que veio ao de cima e conseguiu acertar ao lado em todos os tópicos.
Fiquei, no entanto, muito contente ao verificar que tentou aprofundar um pouco os seus (parcos) conhecimentos.
Quanto ao liberalismo, tive cadeiras suficientes na universidade para perceber onde quer chegar com o "liberalismo económico" do Bush. É pena que não tenha percebido que eu me referia apenas e só às questões sociais. Por muito que o "termo permaneça", na sociedade actual, até já em Portugal as pessoas sabem perfeitamente o que quer dizer "liberal media" e "políticos liberais" e ninguém se está a referir ao Paulo Portas. Quanto ao "libertarismo" (espanta-me que não tenha referido o Noam Chomsky, já que fez tanta pesquisa), não é doutrina que me tire o sono e nada tem a ver com o Bush a não ser os 5 apoiantes que tem nos EUA que provavelmente votarão nele. O facto de achar que o Bush é melhor que o Kerry, uma posição perfeitamente consistente com países tão evoluídos como o Níger e Polónia, só demonstra a sua falta de conhecimento e preocupação com o mundo actual. Não é só o facto de o Bush se comportar como um rufia de escola em relação ao resto do mundo e se ter rodeado pessoas com interesses no petróleo e nas armas, ter baixado os impostos sem reduzir o despesismo, ter diminuído os postos de trabalho nos EUA (e aumentado o outsourcing, o que devia ter sido bom para o mundo... mas não), não é só isso... Não é só isso que me preocupa. O que me deixa mesmo estupefacta é a insipiência de quem acha que ele não está a " respeitar os mais elementares princípios do liberalismo" (o que ele está a fazer bem de mais, lamento que nunca tenha ouvido falar do caso Halliburton - e que está a "defender o seu país puxando pelo músculo" - com certeza o relatório da Comissão do 11 de Setembro passou-lhe ao lado, de tão ocupado que está a ler os livros que mencionou num dos seus últimos posts. Ou então anda a ouvir demasiado o seu ídolo Luís Delgado.
Preocupo-me também com o que se passa nos EUA porque isso se reflecte no meu (e no seu) modo de vida. Estas eleições são importantes para todos, mas pessoas como eu hão-de continuar a ir a Nova Iorque, independentemente do resultado... e pessoas como o superpai hão-de continuar a sonhar com isso.
Aconselho-lhe um site razoável e não partidário que pode consultar para ver o que o homem mais poderoso do Mundo tem andado a fazer e como a sua máquina de propaganda actua nas mentes menos esclarecidas como a sua: www.spinsanity.com
Também estranhei o facto de ter tido formação em Economia e Ciência Política... no Técnico? Não me parece. Tirou dois cursos? Duvido MUITO que tenha conseguido tirar um. Esteve envolvido na AE do Técnico? Não me admira. Um familiar meu também esteve e saiu porque, passo a citar: "As AE não passam de borra-botas com agendas políticas definidas e que estão-se a c#$%& para os estudantes." E eu subscrevo esta opinião.
O facto de partir para o insulto barato na sua "resposta" ("chiça, como é burra!" - quantas horas demorou para chegar a essa frase? - chiça não é com "x", antes de criticar aprenda!) também me fez hesitar em responder. A minha educação não mo permite, mas abri uma excepção para o super-pai. A minha generosidade não tem limites.
Enganou-se mais uma vez ao assumir que eu era de esquerda. Venho de uma família de direita (mesmo antes do 25 de Abril, pasme-se!), com todos os valores tradicionais que isso implica. Se não compreendeu a subtileza da palavra "valores", vá ao dicionário. Pode substituí-la por "honestidade" ou "senso comum" neste caso. O facto de eu não votar à esquerda neste país não implica que as minhas únicas preocupações sejam ganhar dinheiro sem me preocupar com quem não o tem. Sim, porque ao contrário do que julga, provavelmente ganho as tais 10 vezes mais do que o superpai ou, pelo menos, pago 10 vezes mais de impostos e não me importo com isso. Pagarei todos os impostos que me forem imputados com muito gosto, desde que estes sejam (bem) aplicados na Educação e na Saúde de que precisa. E já deve ter beneficiado deles mais do que eu.
E são as minhas palavras o meu ganha-pão. Palavras essas que já leu com certeza muitas e muitas vezes, semanal quando não diariamente. Atrevo-me a dizer que muitas vezes terá até concordado com as minhas opiniões. Milhares de pessoas lêem o que eu escrevo, por isso não tenho blog - isto é, criei um blog para responder a algumas opiniões que achei interessantes, mas não escrevi lá nada. Não tenho tempo. Só escrevo para quem me paga. Críticas? Já as houve, sempre devidamente fundamentadas e que aceitei como teria aceite as suas se não tivessem sido apenas o fruto da sua (má) educação paga pelos impostos gerados pelo "neo-liberalismo perigoso" do meu pai.
Se eu sei o que é uma analogia? EU sei.
Quanto ao filme, dei uma opinião e não uma crítica. Deixo isso para quem sabe, o superpai também devia deixar.
Quanto aos erros ortográficos, acho mesmo que uma crítica "intelectual" não deve ter erros ortográficos. Não, eu não os dou, nem me posso dar a esse luxo. A língua portuguesa deve ser respeitada e devemos dar o exemplo aos nossos filhos se não queremos que eles venham a dar erros. Já vi que o superbebé vai ser iletrado. Agora chamar "crítica intelectual" às alarvidades escritas neste blog (do qual destaco o post sobre o "barco do aborto", é um must - e eu até nem sou a favor do aborto, mas depois de ler o seu post quase passei a ser) é, no mínimo anedótico.
Quanto ao superbebé, fiquei agora com mais pena dele do que já tinha. Não só nunca terá uma educação apropriada como provavelmente será afectado pelo novo-riquismo do pai (se este algum dia lá chegar, ainda tem muitas botas para lamber!). Não há dinheiro que apague a pobreza de espírito. Quanto à "posição de chefia" em relação aos meus, reduza-se à sua insignificância... ainda o superbebé há-de andar a trabalhar no McDonalds para pagar as prestações das duas assoalhadas no Cacém e já os meus filhos tinham tecto para morar antes de nascerem, graças ao "neo-liberalismo perigoso" do meu pai que soube garantir muito bem o futuro dos seus. E ele que até sempre soube ouvir os conselhos de todos, até dos que ganham 10 vezes menos do que ele (a isto chama-se inteligência). E como ele diz tantas vezes, "quem nasce para vintém, nunca chega a tostão". Lute o que quiser, as coisas são como são.
Quem tem de lutar não seu.
Com isto, desejos as maiores felicidades ao superpai e à sua cáfila.
Como é óbvio, acaba por aqui esta troca de palavras, não tenho tempo para isto.
Quanto ao Rui e ao Odeioputos (se não forem todos a mesma pessoa), eu até vos respondia... mas não sei grunhir.

 
At 2:16 da tarde, Blogger Nuno said...

Entre duas fraldas do Superbebé, aproveito para mudar a fralda da SupéeTia. Não se entusiasme demasiado! Não pretendo dar-lhe conversa ou evangelizá-la, mas se ler com atenção (is there any other way?!) aproveitará para afinar a sua pontaria no futuro. Desta vez falhou por sensivelmente um radiano.

Não pretendo trocar CVs com a SupéeTia, mas deixe-me dizer-lhe que durante alguns anos fui consultor de recursos humanos. Simplifiquemos: pagavam-me para criar um juízo objectivo e esclarecido sobre candidatos a um emprego. Pagavam-me para traçar um perfil e para o ordenar face ao mercado. Devia ser razoavelmente bom porque me pagavam razoavelmente bem (sempre fui freelancer) para o mercado, e pornograficamente bem se considerar que fui convidado para a função sem estar formado. Privilégios de ter estado numa associação de estudantes – a propósito, a AEIST é uma média empresa com um orçamento médio anual de 300 mil contos! O que obrigava a uma certa responsabilidade e estudo por parte de quem a geria. Não só pelo dinheiro como pelas constantes trocas de impressões e argumentos com a nata da sociedade e com o governo (– a SupéeTia alguma vez falou com um ministro?). But i digress… gostava que soubesse que nunca tive nenhuma filiação partidária, nem antes, nem durante, nem depois dos meus mandatos na AEIST, e que a minha “agenda” sempre foi a mais clara – contribuir, mesmo que de uma forma modesta, para o melhoramento das condições de estudo no Técnico. É um conceito abrangente que não me cabe explicar aqui e agora, mas que se manteve sempre presente. Assisti ao trabalho de várias Direcções e a opinião que a SupéeTia e o seu familiar têm só provam que nem um nem outro foram alguma vez a uma RGA ou leram um boletim informativo. São por isso ignorantes para falar sobre o assunto.

Mas adiante… falava eu de traçar perfis. Achei importante partilhar esse bocadinho da minha vida para lhe dizer que a sua máquina de traçar perfis está avariada. Não que isso me incomode, mas achei por bem diminuir a sua confiança da forma mais simples – vou-lhe dizer como as coisas são em contraponto com o que a SupéeTia pensa que elas são. No fim dou-lhe um bombom… traço eu o seu perfil!
Para começar eu estudei num colégio particular até ser possível. A dado momento (10º ano) mudei-me para a escola pública com as melhores condições para completar a minha formação complementar – não havia nenhum colégio com melhores professores ou laboratórios. Isso levou-me a entrar no Técnico no top 10 desse ano (imagina o que isso é?). Sempre vivi em Lisboa, e aposto já aqui consigo que na casa onde vivi os últimos 7 anos cabiam pelo menos 3 casas das suas, e na minha piscina cabiam todos os carros da sua família. Classe média baixa? Não me parece…
A dado momento diz também que não compreende a minha formação em economia e ciência política. Veio da faculdade de economia da Nova (já ouviu falar? Também entrei no top 10, não que isto interesse muito mas acho que lhe faz bem saber estas coisas).
Perceba uma coisa… eu nasci muito bem remediado. Atrevo-me a dizer que não precisaria de trabalhar um dia na minha vida se me quisesse pendurar nos meus pais, mas a verdade é que sempre quis mais, e é daí que vem a ambição e o desejo de dinheiro. Não porque me quero chegar à classe média alta, mas porque quero fugir dela!

Agora o seu perfil: a SupéeTia quer fazer crer que é jornalista, e mais que isso, que o seu trabalho é editado! Não é! Pior… a SupéeTia acha que eu a leria e concordaria com a sua escrita caso ela aparecesse publicada. Não lia. Falta-lhe estrutura, conteúdo e estilo. A SupéeTia não escreve bem. Não tem uma cultura que lhe permita opinar de forma esclarecida. Não tem maturidade para vender o seu trabalho. Provavelmente porque ainda é uma rapariga nova (não tem muito mais de 30 anos), não tem filhos, e vive traumatizada por não ter estudado numa boa universidade pública ou na católica. Porque dessas faculdades eu conheço bastantes pessoas, e… sabem do que falam!
A SupéeTia acha que um jornalista que ganha 10 vezes mais que eu (e bastava ganhar o mesmo!) se dava o trabalho de andar a ler o meu blog à procura da “opinião dos portugueses”, e que por incontrolável espasmo perdia o seu tempo a comentá-lo?! Caramba… o que isso me divertiu!
Depois a SupéeTia precisou da ajuda do pai para se colocar socialmente. Acha a SupéeTia que os impostos do pai pagaram os meus estudos… Posso-lhe já garantir que os impostos que o meu pai pagou chegaram e sobraram para a despesa que eu fiz e para a de mais 20 colegas meus. Não é coisa de que me orgulhe tranquilize-se. Nem dos impostos que ele pagou nem dos que eu já paguei. Mas isto são valores meus. Não gosto de pagar impostos, nem gosto de os gozar.

A SupéeTia voltou a falar de liberalismo e voltou a mostrar grave desconhecimento. Ainda tentou um (nada subtil) name droping com Chomsky (cara SupéeTia, não devemos falar de autores de que não lemos um parágrafo sequer, a nossa audiência pode perceber e deixar de nos levar a sério), um tipo disparatado com opiniões disparatadas, que nunca acrescentou uma linha em favor do liberalismo clássico. A propósito, o liberalismo não é uma tendência económica mais do que é social. Mas sobre isso já escrevi e já deixei referências. Siga-as e aprenderá.
Depois a crítica à política económica de Bush… SupéeTia, deixe a economia para os economistas. Não há nada pior que ver um pseudo-jornalista a deixar opinião sobre o que não domina ou sequer compreende. (Luís Delgado inclusive!)
Eu até poderia moderar as minhas palavras se a SupéeTia parecesse minimamente credível e se identificasse, mas não o faz porque mente. E vou mais longe… teme que alguém que a conheça leia os seus disparates e os exponha. O que acha que os seus amigos pensariam se soubessem que inventou um alter-ego que vende opinião e que tem sucesso?

Finalmente o Superbebé…
“Quanto à "posição de chefia" em relação aos meus, reduza-se à sua insignificância... ainda o superbebé há-de andar a trabalhar no McDonalds para pagar as prestações das duas assoalhadas no Cacém e já os meus filhos tinham tecto para morar antes de nascerem, graças ao "neo-liberalismo perigoso" do meu pai que soube garantir muito bem o futuro dos seus. E ele que até sempre soube ouvir os conselhos de todos, até dos que ganham 10 vezes menos do que ele (a isto chama-se inteligência). E como ele diz tantas vezes, "quem nasce para vintém, nunca chega a tostão". Lute o que quiser, as coisas são como são.”

Engraçado falar no Superbebé e no MacDonald’s, uma vez que ele é de certa forma dono de valor suficiente para comparar um par de McDonald’s. Sabe de que valores estamos a falar? E um tecto? Quantos tectos… Ele e os irmãos e irmãs que entretanto virão.
Não me venha falar de inteligência. A SupéeTia precisava de a ter para a reconhecer.
Aprenda a ler. Comece devagarinho. Tente explicar o que leu a uma amiga imaginária. Ponha-se no lugar dela e veja se percebeu o que foi escrito. Não é difícil mas requer alguma prática. Aceite isto de um professor.

 

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